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ALÉM DA AMÉRICA DO SUL: PARA ONDE EXPORTAR?



Geralmente, dada a realidade das empresas brasileiras, é comum que o mercado latino-americano seja privilegiado quanto à preferência de empreendedores que desejam se abrir ao mercado externo e começar a exportar. Isso se dá por uma diversidade de fatores e realidades do Brasil e de seus países vizinhos que contribuem para um menor risco e maior lucratividade nas suas relações comerciais entre si.


Essa relação é fruto de um processo geográfico, econômico, político e histórico que semeou a possibilidade e o aprofundamento do comércio de mercadorias na região. Apesar disso, existem também fatores que tornam esse ambiente pouco atrativo para certas ações comerciais e certos produtos pelos motivos mais variáveis possíveis.


Neste quesito, estas situações costumam levar à necessidade de se prospectar novos mercados, os quais costumam ser muito diferentes dos quais essas empresas estão acostumadas. Entretanto, por mais que esse movimento requeira conhecimento técnico diverso, ele pode ser recompensado com condições similares ou até mesmo melhores de investimento do que seria possível no mercado sul-americano.


Há padrões de consumo que movimentam o comércio latino-americano, mas que inviabilizam a venda de certos produtos ou serviços, entretanto em outros mercados mais distantes, seja geograficamente ou tecnicamente, as condições, mesmo que diferentes da realidade latino-americana, podem proporcionar um ganho econômico em áreas diversas.


Com base nisso, este artigo descreverá abaixo algumas vantagens de outros mercados sobre o mercado latino-americano, levando em conta o foco em exportação, deixando claro aspectos positivos que podem auxiliar no desenvolvimento de novas relações comerciais com países diversos para empresas interessadas em se internacionalizar.


AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DA AMÉRICA LATINA


Para compreendermos quais necessidades podem fugir do contexto do mercado latino-americano é necessário destacar os aspectos que tornam o mercado brasileiro tão atrativo para empresas brasileiras e como esses atrativos podem não se aplicar a todos os produtos.


Desde século XX, esforços para elaboração de tratados econômicos, como forma de suporte comercial, foram comuns entre os países da América Latina. O que começou com acordos individuais, temporários e esporádicos evoluiu para parcerias estratégicas de caráter econômico entre diversos países. Com isso, criaram-se grupos e blocos econômicos como a ALADI (Associação Latino-Americana de Integração) e o Mercosul (Mercado Comum do Sul), os quais estabeleceram padrões comerciais, jurídicos e políticos para o trânsito livre de pessoas e mercadorias entre os países signatários e seus parceiros.


Foi neste contexto que foram firmados os tratados comerciais de isenção de impostos alfandegários e outras barreiras tarifárias dentro do bloco. Um dos motivos que influência a manutenção da preferência pelos mercados sul-americanos. Todavia, esta não é a única razão. Há vários outros fatores da realidade de cada país que podem ser impulsionadores da venda de certos produtos.


Alguns destes fatores são a proximidade cultural, geográfica e linguística. A cultura e a língua facilitam a adaptação de campanhas de marketing, além de servir de base para determinar se um produto de um mercado nacional teria potencial de desempenhar bem, também, em um mercado externo. Já a proximidade geográfica barateia os custos de transporte e facilita o processo de planejamento da distribuição da produção. Existem muito mais fatores que são intrínsecos à realidade de cada país e que não serão abordados pela extensividade, mas caso queira saber mais acesse nossos outros artigos sobre comércio exterior ou entre em contato!


Quanto aos aspectos negativos, temos detalhes de cláusulas nos tratados que limitam a aplicabilidade de isenções em certos produtos. Como o foco dos tratados econômicos é buscar o benefício mútuo, certos setores que poderiam ser muito prejudicados pela entrada de produtos estrangeiros e são essenciais para economia de um país costumam ter cláusulas especiais com termos diferentes do resto do tratado. Assim sendo, por mais que exista um acordo de livre-comércio entre o Brasil e a Argentina, por exemplo, podem existir produtos de setores importantes que não são abordados por estes tratados, e, caso sejam, ao invés de ter taxa zerada, a têm de forma reduza.


Além disso, por mais que as proximidades culturais sejam altas, é possível que produtos que tenham recepção boa no mercado nacional não tenham recepção boa em mercados latino-americanos, sejam por falta de consumo ou pela dominância de mercado de concorrentes predominantes.


Nestes casos, o ideal é a procura de outros mercados como alternativa, de forma a tentar fugir do maior número possível de empecilhos, o que requer bastante estudo e informação.


OUTROS MERCADOS QUE DESEMPENHAM BEM COM PRODUTOS BRASILEIROS


Um bom exemplo dessas tendências é a própria balança comercial brasileira. Apesar de grande parte das nossas exportações serem direcionadas a países vizinhos, em números absolutos, países como China, Estados Unidos e Holanda compram valores absolutos muito altos de produtos brasileiros, sendo os dois primeiros os dois países que mais sustentam nosso superávit econômico.


Alguns motivos que tornam esses países atrativos são a capacidade de absorver as grandes quantidades de produção de commodities brasileiras. Os principais produtos exportados são a soja, minérios, carnes bovina e suína. Sendo assim, esses mercados favorecem produtos que precisam de mercados grandes.


Em comparação, para nosso maior parceiro na América do Sul, a Argentina, exportamos mais produtos industrializados. Isso é reflexo da nossa falta de vantagem comparativa em países desenvolvidos, o que nos leva a escoarmos essa produção, que também é baixa, a estes países vizinhos.


Na Europa, a Holanda, Alemanha, Espanha e Itália são os principais países que empresas brasileiras costumam exportar. Entre as commodities que mais exportamos para o continente estão a soja, o café, o minério de ferro e seus derivados. Esses quatro países citados estão entre os 10 principais mercados para produtos brasileiros, sendo a Holanda e a Alemanha, os principais.


Na Ásia, a exportação de minério de ferro é forte. Uma grande parte da nossa produção anual é comercializada no continente. Além disso, o continente também é o nosso principal mercado para a comercialização de soja e seus derivados graças à influência do grande mercado consumidor chinês.


Já no caso da América do Norte, despontamos pela oferta de materiais industriais semi-manufaturados ou manufaturados. Sejam pelas peças de ferro, peças de montagem de produtos mais complexos ou outras formas de produtos manufaturados, temos grande presença no mercado norte-americano. No caso dos Estados Unidos, a exportação de petróleo e seus derivados também é uma atividade lucrativa.


No caso da África, produtos agrários tendem a receber maior destaque. Produtos como cana-de-açúcar e seus derivados, milho e seus derivados e minérios em geral são os melhor desempenham nos mercados africanos. Entre os mercados disponíveis na África, alguns de destaque são o Egito, pela quantidade de compras de produtos brasileiros, e a Angola, pela proximidade linguística e as recentes aproximações em relação ao Brasil.

As informações acima citadas, são básicas e introdutórias. Existem diversos fatores extras que impulsionam ou não o desempenho de um produto em relação a um mercado. Caso queira se aprofundar em uma região, produto ou mercado específico entre em contato e agende um diagnóstico conosco!

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