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DESAFIOS SEVEROS À FRENTE: O QUE ESPERAR DO FUTURO?



A pandemia escancarou a necessidade de planejamento. Seja para Estados ou empresas privadas, a coleta de dados e informações tornou-se essencial para conseguir se adaptar às mudanças constantes que o cenário sanitário internacional implementou para todos.


Muitos têm notado que esse nível de cuidado não necessariamente precisa ser exclusivo a momentos de crise, o que tem levado muitos países a centralizarem o planejamento e re-nacionalizarem setores essenciais para questões estratégicas da economia.


Nisto, a previsibilidade dos possíveis fatores que virão a nos impactar é essencial para formulação de estratégias econômicas e políticas públicas eficientes, o que tem chamado a atenção para os levantamentos de possíveis empecilhos econômicos e ambientais que podem reverberar sobre a população comum nos próximos anos.


Sendo assim, no post desta semana iremos adentrar sucintamente em alguns pontos importantes sobre algumas previsões preocupantes a respeito do futuro:


PREVISÕES MAIS RECENTES


Segundo informações da Organização para Alimentação e Agricultura (FAO em inglês) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) extraídas de uma matéria do G1, os preços das commodities agrícolas tendem a perder força na próxima década, após a grande alta ocorrida no ano passado. A causa principal da queda advém de um aumento da produtividade dos mesmos diante de uma diminuição da demanda chinesa.


Não obstante, as emissões de gases de efeito estufa (GEE) oriundas do agronegócio deverão aumentar consideravelmente, principalmente por conta da pecuária. De acordo com os relatórios das duas organizações citadas anteriormente, o aumento previsto para a emissão de GEE vindos do agropecuaria deverá ser de 4%, sendo que a criação de animais corresponderá a 80% desse valor.


Nas Palavras da FAO e OCDE, "dessa forma, será necessário um esforço político adicional para que o setor agrícola contribua efetivamente para a redução global das emissões de GEE, conforme estabelecido pelo Acordo de Paris".


As potências mundiais têm notado isso e, recentemente, elas têm intensificado suas políticas públicas de caráter ambiental. A União Europeia (UE), por exemplo, passará a taxar produtos de países que não estão reduzindo suas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, eles também estão aumentando impostos sobre veículos movidos a gasolina e estão incentivando a troca deste tipo de veículos por veículos elétricos até 2035.


Na América, os Estados Unidos, desde a posse de Joe Biden, também tem enfatizado um futuro endurecimento de suas políticas ambientais, focando na redução das emissões do país de acordo com os pressupostos do Acordo de Paris.


PARÂMETROS ATUAIS QUE PRECISAM MUDAR


Mas qual o porquê dessa preocupação com questões ambientais? Bom, diante da realidade de mudanças climáticas constantes que vivemos, tanto a agricultura quanto a produção de energia, as quais são setores essenciais, são diretamente afetadas. Aliado a isso, as condições impostas pela pandemia causaram disrupções produtivas que prejudicaram a produção de alimentos.


Nisso, A FAO, Agência de Alimentos das Nações Unidas, registrou a 10ª alta consecutiva nos preços dos alimentos de maneira global, principalmente em relação aos laticínios e carnes, o que não ocorria desde 2014. Tendo em vista o cenário pandêmico e as dificuldades que já existiam anteriormente, a insegurança alimentar aumentou significativamente no campo, e essa alta nos preços influencia diretamente na qualidade de vida e de alimentação dos cidadãos brasileiros, que tornaram ‘‘o ovo’’ sua alimentação principal.


Agregado a isso, o Fundo Monetário Internacional também afirmou que a fome no mundo pode atingir mais quatro milhões de pessoas do que já atinge hoje, caso não haja nenhuma intervenção. Logo, segue na contramão da segunda proposta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que visa acabar com a fome e alcançar a segurança alimentar para todos.


PREVISÕES GLOBAIS SOBRE ECONOMIA, COMIDA E ÁGUA.


Saindo do campo da pandemia e visando somente as possíveis mudanças climáticas futuras, o cenário ainda é preocupante. Segundo um relatório histórico esboçado pela ONU através do Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC), a vida no Planeta Terra deve sofrer as consequências das mudanças climáticas provenientes das ações humanas nos próximos 30 anos, ainda que as emissões de gases sejam contidas. Entre essas consequências estão: risco de extinção de espécies, calor insustentável para a vida, disseminação de doenças, colapso de ecossistemas, fome, seca e até mesmo o aumento do nível e aquecimento dos oceanos.


A matéria do G1 detalha cada uma dessas consequências de acordo com a visão de especialistas em suas respectivas áreas de conhecimento. Ademais, ao final da reportagem são ressaltadas algumas ações para reverter a situação futura como: diminuir o consumo de carne vermelha para diminuir também o nível de emissão de gases, restaurar os chamados “ecossistemas de carbono azul”, a saber, florestas de algas e manguezais a fim de capturar mais carbono da atmosfera, recuperar habitats para as espécies, além de garantir o sustento para comunidades costeiras.


Mas como isso pode causar disrupções econômicas? Essas mudanças em ambientes naturais podem tornar terras que antes eram agricultáveis em estéreis, prejudicando em grande medida os países dependentes da produção de produtos agrários que possam ser sensíveis a essas mudanças ambientais.


Além disso, a poluição e mudança da frequência de chuvas pode encarecer ou limitar o abastecimento de água e energia, setores essenciais para o funcionamento de todos os setores produtivos da economia, o que impactaria negativamente as contas públicas.


Sendo assim, nos resta analisar as possibilidades para identificarmos os males que podemos evitar, ou no mínimo minimizar para garantirmos a nós mesmos um futuro melhor, pois ele pode estar mais próximo do que se pode imaginar.


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